As fotos abaixo foram tiradas ontem no desfile da empresa PH Moda Praia, no Shopping Park Lagos. No início, tratou-se daquele desfile tradicional, meninas belas, altas e magras, nada muito incomum. Quase no final, adentram ao recinto três modelos distintas das demais, mas igualmente reverenciável. Eu vibrei com o desfile das meninas, achei de uma diversidade incrível. Por que as chamadas gordinhas não podem exercer o seu direito de ser diferente das demais, de escolher não ter o corpo “marombado”, delineado pelas “curvas de Santos”, rs?! Por que há uma cultura quase que opressora nos impelindo para o "fitness", nos impondo, através do psicológico, um modelo de vida que, muitas das vezes, não queremos. Por que a sociedade implica com tudo aquilo que foge ao seu padrão de normalidade. A beleza e a saúde corporal se tornaram produtos de alto custo: psíquico, financeiro e moral. É como se “as gordinhas” não pudessem ter autoestima elevada, pior, como se a opinião favorável de si mesma fosse um benefício restrito aos que cultuam seus corpos de forma irretocável. Dirão: a obesidade é uma questão de saúde e eu retrucarei sob o fundamento de que, ainda assim, trata-se de uma questão pessoal, que não merece a ingerência de ninguém, senão da própria pessoa. Estamos tão domesticados a seguir um padrão designado por um Estado, por uma religião, por grupos dos mais variados segmentos, que nos anulamos em favor de uma opinião geral que falsamente busca um bem estar social. Um bem que se presta mais a segregar, a romper a sociabilidade do que qualquer outro fator. Podemos conviver com os mais diversos padrões de beleza, respeitando a liberdade e individualidade de cada um. Enfim, parabenizo à organização do desfile, à proprietária da predita empresa, que, na verdade, nem conheço, mas já estimo pela bela iniciativa de quebrar estes paradigmas ultrapassados e romper a barreira do exclusivo sinônimo, quase que irrevogável, de beleza.
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
terça-feira, 1 de julho de 2014
Fiquem atentos, contadores: o adicional de periculosidade à categoria de motociclista ainda não é obrigatório.
A lei 12.997/2014, publicada em 20.06.2014, acrescentou ao artigo 193 da Consolidação das Leis Trabalhistas, o parágrafo quarto, no qual insere a categoria de motociclistas nas atividades perigosas, merecendo, portanto, a proteção das normas trabalhistas.Assim, o entendimento imediato é no sentido de que a predita categoria passaria a fazer jus à percepção do adicional de periculosidade no percentual de 30% (trinta por cento) do salário base, já que a vigência da lei foi efetivada no exato dia de sua publicação.
Contudo, o artigo 196 da CLT criou um óbice à próspera finalidade desta lei, senão vejamos:
Art . 196 - Os efeitos pecuniários decorrentes do trabalho em condições de insalubridade ou periculosidade serão devidos a contar da data da inclusão da respectiva atividade nos quadros aprovados pelo Ministro do Trabalho, respeitadas as normas do artigo 11.
Desta forma, o recebimento do percentual correspondente ao adicional de periculosidade, particularmente, pela categoria de motociclistas, depende de norma regulamentadora que deverá ser editada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O antedito órgão do executivo já se manifestou no sentido de que a norma será elaborada com prévia consulta pública e, ratificando o entendimento do artigo supracitado, a obrigatoriedade do pagamento do adicional de periculosidade só surtirá efeito após a publicação da referida norma regulamentadora.
sábado, 11 de janeiro de 2014
domingo, 5 de janeiro de 2014
Calando a minha boca: o show do Rappa.
Ontem fui ao show do Rappa, na praia do forte, patrocinado
pela Prefeitura da cidade de Cabo Frio, com amplo acesso.
Confesso que nunca lancei um olhar apreciativo às músicas do
Rappa, ouvia, assim, por ouvir. Entretanto, com um olhar mais atento às letras, unido
ao fato de ter presenciado o ótimo show de ontem, fui compelida a me posicionar
quanto ao estilo musical.
Com arrimo de alguns comentários em redes sociais e conversas
com quem já frequentou os shows do Rappa, pude organizar as ideias e escrever a
impressão do show de ontem e o conteúdo abordado.
Assim, uma amiga relatou que o show do Rappa em sua cidade,
nos idos de 2000, foi realizado de forma restrita, em virtude de ainda não ser
conhecido e quem o conhecia não seguia, digamos, os padrões da sociedade.
Aquele velho estigma de quem gosta de rock e usa preto representa a revolta,
figurando como uma parcela mínima e excluída. Para tanto, o show foi em local
fechado e não teve o apelo popular.
A própria designação do nome da banda ilustra a sua origem,
rapa é expressão utilizada para policiais quando da interceptação de
mercadorias em camelôs. O acréscimo do “p” ganhou um sentido diferenciador.
Hoje, contudo, com várias políticas de inserção, proliferação
de informação via internet e a oportunidade em conhecer trabalhos musicais,
alguns tabus foram desconstruídos, permeando a chance de conhecer novos focos
musicais.
Fiquei impressionada com as centenas de jovens cantando ontem,
em couro, as músicas do Rappa, sem titubear, uma energia insólita, quase uma religião.
Seguidores ávidos por um momento com seu ídolo, não a pessoa, mas a mensagem
que ele trazia em cada verso .
E cada verso tinha sua perspectiva social, cultural e
política, o sujeito como parte integrante da sociedade, questionando-a, se insurgindo
contra os desmandos daqueles que temporariamente comandam o Estado. Tinha um
viés autêntico e legítimo.
Deste modo, aquela realidade relatada pela antedita amiga do
show presenciado no ano de 2000 não prevaleceu, o estilo musical alcançou
pessoas dos mais diversos segmentos da sociedade, cantavam crianças e idosos,
também a galera da marola, o pessoal de preto, que, anteriormente eram
considerados excluídos, bem como os trabalhadores e tantos outros de suas luxuosas
coberturas. Montada estava ali a sociedade, de seus patamares sociais, curtindo
um bom som, com boas oportunidades para refletir, em voz uníssona.
Por isso, mudei minha concepção com relação ao Rappa, minha ignorância
foi apartada e, apesar da apresentação ter ocorrido com algumas horas de atraso
e ter de suportar empurrões e caras truncadas, o show foi um dos melhores que
já vi.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Práticas ilegais e abusivas no turismo da cidade de Cabo Frio
Duas práticas corriqueiras,
ilegais e abusivas em Cabo Frio, principalmente, em temporadas - A consumação
mínima nas praias e a exigência de valor fixo por corrida pelos taxistas.
A consumação mínima é cobrada na praia do
Forte de forma aviltante e sem maiores cerimônias. Quando questionei sobre a
ilegalidade de sua prática, me foi respondido que se não há possibilidade da consumação
mínima, que, pelo menos, EU DEVERIA ARCAR COM O ALUGUEL DA BARRACA. Bom, vamos lá, se ele presta serviços na
praia, certamente, foi precedido de autorização e/ou licença concedida pela
Prefeitura de Cabo Frio. Assim, sem maiores celeumas, trata-se de um espaço
público, com aproveitamento de todos e para todos, essa é a interpretação da
coisa pública. Ainda que não fosse, se o barraqueiro presta serviços, logo, é
ônus do próprio providenciar um local para que eu, no caso, o consumidor, possa
degustar seus produtos. Para tanto, este ônus não deve ser repassado ao pobre
consumidor. Desta forma, eu não tenho que arcar com qualquer aluguel, de
nenhuma forma. Não sou turista, e ainda que fosse, esse, certamente, não seria
o tratamento adequado e legal.
A outra prática se trata de
cobrança por valor fixo em corridas de táxi. Cheguei de viagem no domingo e
fiquei abismada com os taxistas, primeiro eles escolhiam, simplesmente
escolhiam o local para o qual se destinava o cliente, assim, ao livre sabor de
sua escolha, estávamos nós, cansados, exaustos e com um problema suplementar -
a faculdade do taxista em escolher se
iria ou não nos conduzir ao nosso destino, certamente, a antedita escolha se
dava pela via mais rentável. Isto é, se fosse um destino longínquo teria mais
chance do consumidor conseguir chegar ao local desejado. Como eu, reles cidadã,
iria para a Avenida Henrique Terra, atrás da rodoviária, fui preterida várias
vezes, senão quando da proposta de pagar R$ 20,00 para chegar ao meu domicílio,
uma corrida que, na maioria das vezes, não ultrapassaria a quantia de R$ 10,00.
É irrisória a quantia, sim, concordo, mas eu fui uma, entre centenas de pessoas,
e, se não fugi da escola, o valor cobrado é o dobro do normal, multiplica essa
prática para as outras centenas de turistas e cidadãos que estavam e estão em
Cabo Frio.
Ligar o taxímetro era ocasião de
outro mundo, quase uma utopia.
Enfim, me senti refém das
práticas ilegais realizadas pelos prestadores de serviços de Cabo Frio, que,
pela demanda turística, se resvalam em arbitrariedade, sem o amparo da devida
fiscalização da gestão municipal. A consumação mínima nas praias está sob a
égide da Secretaria de Serviços Públicos e Postura e não vi nenhum
representante a fim de garantir o acesso digno às praias. A cobrança fixa de
táxi, salvo melhor entendimento, acredito que esteja subsumido à Secretaria de
Transportes.
Ademais, essas práticas
ultrapassam governos e governantes municipais, e, como nessa gestão há mais
abertura para críticas a fim de melhores atuações, me prevaleço da rede social
para ver não só o meu direito, como de tantos outros cidadãos, garantido.
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